Ontem, li uma passagem bíblica em Jo 6, 22-29 e me detive no versículos últimos que diziam: "O que é que devemos fazer para realizar as obras de Deus?" "A obra de Deus é que vocês acreditem naquele que ele enviou". O Genius, de Agambem.
Eu não sou boa intérprete deste livro. Não sou nem de outros livros. O que faço são tentativas que, às vezes, me ajudam a compreender a mensagem lida.
Quando se lê a Bíblia, abre-se-la e lê-se-a de forma aleatória. A identificação vai depender da busca, mas também do objetivo da consulta. Estou querendo dizer que a identificação é espiritual, quando se consulta a Bíblia dessa forma, o que encontrar provavelmente terá relação com a pergunta que estava no seu estado de busca.
Então, quando decidi ler o capítulo 6 de João, de identifiquei com os versículos 28 e 29 porque estou buscando pelo sentido da minha existência. É claro que é natural se perguntar "por que vim ao mundo?", "por que ainda permaneço nele?". Acredito que esta pergunta não é tão natural assim, não deveria ser natural esta pergunta para pessoas que tem marido e filhos e a família por perto.
Por essa razão me perguntei ontem por que ainda permaneço neste mundo se não tenho a quem me dedicar, pois todos estão longe de mim espacialmente e não participo de suas vidas assim como desejava. Encontrei, talvez tenha encontrado a resposta na mensagem de João que diz ser minha obra acreditar naquele que me é enviado. Ou seja, acreditar no que me é enviado de dentro, das sensações, pessoas, músicas, cheiros, toques, cores etc trazem mensagens para minha vida. Eu também sou enviada e isso me obriga a ser mensageira.
Um pensamento bastante positivo, não acham?
Mas não é bem isso que acontece, me sinto frágil, apesar da aparência forte. me acho feia, apesar da aparência bela, me acho chata, a pesar da simpatia, me sinto velha, a pesar da jovialidade, me sinto burra a pesar da inteligência, entre uma outra série de contradições.
Então pensar no Genius, para mim, é tomar atitudes fortes, como uma missionária da vida, me proponho a fazer. Não tenho pudores, mas sei me posicionar.
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