Ela se perde diversas horas do dia construindo fantasias e situações diversas. Inventa, cria milhares de frases. Ouve todas as músicas românticas e animadas que conhece. Corre. Dança. Canta no chuveiro. Quer cozinhar, ouvir música, falar com amigos, assistir programas e filmes interessantes (na maioria das vezes quer fazer tudo isso ao mesmo tempo). Lembra e relembra os momentos compartilhados, seus detalhes e sensações. Vê a pessoa por quem se apaixonou em todos os lugares por onde anda. E quer vê-lo mais e se encantar mais.
Ela tenta se mostrar indiferente com o sentimento, mas não consegue. A figura masculina vem e vai da mente e a visão é tão agradável que não tem porque não querer percebê-la. 'O afeto afetou' e não tem mais jeito.
Ela pensa em namorar, casar, procriar, acordar junto, dormir junto, comprar presentes, visitar a família dele, dela, em fazer tudo que gosta, mas em companhia dele. Ela pensa no encontro dele com a família, possíveis diálogos, atitudes, etc. Enfim, a imaginação feminina é avançadíssima.
Ela tem os pés no chão e sabe que existe a fantasia dela e existe a fantasia dele, e que pode ser que a fantasia dele aconteça antes ou seja mais interessante que a dela. Então ela fica insegura se deve respeitar o tempo, o tempo das fantasias. As masculinas ou as dela?
Mas para ela o tempo das fantasias tem seu tem próprio, significa que elas aos poucos, ao tempo delas vão virando real. É necessário observar a sequencia dos acontecimentos, a sequencia dos gestos, dos carinhos e das palavras na sua plenitude. Compartilhar as sensações com o homem por quem se apaixonou, vive-las e provoca-las. Então ela espera fielmente que este homem também tenha a prudência de fazer o mesmo, ou seja, queira viver tudo isso com ela.
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